sábado, 9 de outubro de 2010

EXPANSAO EUROPEIA






      Trabalho Acadêmico
    HISTÓRIA MODERNA

         EXPANSÃO EUROPÉIA

     Foram, necessário três séculos, esse sim foi o tempo levado para preparar a expansão marítima.   A historia da América está intimamente ligada ao processo de desenvolvimento econômico europeu. O expansionismo que levou europeus à dominação, nessa analise visarei fazer um panorama em torno dessa historia de expansão.
     Avanços e aprimoramento nos instrumentos náuticos que davam a localização exata da embarcação, independente do sol ou estrela, estudos e técnicas de navegações, quadros políticos e administrativos, o homem cria a cartografia, aparecimento do humanismo e da ciência, o conhecimento da terra toma gosto.
     Pouco a pouco a Europa importa especiarias, produtos de troca e metais, e exporta o sistema político, pensamento, costumes, impondo seu modo de vida, criando uma Europa (Portugal e Espanha) dependente de suas novas nações (as descobertas) e de seus negociantes, montado sobre um sistema de navegações a vela.
     
   Biombo japonês representando a chegada dos portugueses a Nagasaki
 “Museu da língua portuguesa, São Paulo”
      Com as grandes navegações, Portugal levou diversas informações, entre elas animais, especiarias, alimentos, culturas.
      O Desenrolar da história náutica e suas explorações e dos navegadores se sucedem em meios a tempestades, perigos do mar, morte, sede a “falta de vitamina C, o que explicou a grande devastação do escorbuto”.
      Além, do que a vida religiosa desempenhou grande papel. A igreja com sua ruptura precisavam ganhar outros espaços para se garantir politicamente, cria a evangelização e assim ganhar povos e interagir com a cultura. A igreja católica cria o sincretismo dentro da religião para se ganhar mais fieis, chamados por eles de “ritos malabares”
    A aliança entre, rei e burguesia possibilitou o alcance destes objetivos tornando viável a expansão marítima

      Como mostra pintura “a óleo de Nuno Gonçalves século XV”, em destaque o príncipe Dom Henrique que por sinal, sendo muito religioso acabou liderando o grande empreendimento, que foi às navegações e com ela vieram outras com o mesmo intuito, os Franceses e os Ingleses levados pela ambição política
      Os comerciantes, aliás, grandes comerciantes, dividem entre eles e o Estado o financiamento da colonização, para tornar mais ágil e segura, criaram portos onde estabeleceram também algumas companhias com apoio de banqueiros.
     A exploração de novas terras deu-se á partir da implantação das rotas marítimas. Principalmente os portugueses que mantiveram suas posições nas terras descobertas e assim continuaram suas expedições.
    Com o desenvolvimento do comercio se desenvolveram também a colonização nas novas nações, e se ampliaram a exploração para se garantir e manter os bens negociados, criaram  portos para tornar as viagens mais rápidas, as viagens agora eram financiadas parte pelos comerciantes.
    Houve uma revolução do comercio em sua estrutura na segunda parte do século XVII, com o comercio da pimenta e mais tarde com o têxtil, o chá e do café no século XVIII
    Seguindo a analise “A Modernidade do Século XVI, ali já encontraremos aquelaidéia de uma triplice ruptura: econômica, produzida pela expansão marítima, comercial e colonial e todos os seus efeitos sobre a economia européia (preços, moeda, exploração do ultramar, etc. ); política, causada pelo surgimento dos Estados modernos centralizados, dando nova dimensão às guerras e à diplomacia e às relações entre política e economia; espiritual ou ideológica consubstanciada no duplo movimento - que conhecemos  através de denominações já cristalizadas Humanismo e Renascimento, Reforma e Contra-Reforma (FALCON,FRANCISCO, 1981, P.19,20).

  Contextualizando o desenvolvimento da expansão marítima como um todo.
    Os portugueses conseguem manter sua posição no Oceano Índico e a partir delas são enviadas expedições, para o Extremo Oriente, Arábia e Golfo Pérsico, a China e o Japão que tiveram também visitas de navios portugueses, porém os ataques dos holandeses e ingleses enfraqueceram o império dos portugueses, que assistem seus postos caírem um a um, veio a crise aonde novas conquistas não poderiam suprir as perdas, que foi compensada com o desenvolvimento do açúcar brasileiro, depois da queda das especiarias, com a chegada em massa de escravos comprados na África Negra os portugueses tiveram grandes influencias, monopolizarão o tráfico destes escravos, a descoberta de ouro em Minas ,surgimentos de companhias para proteger os comerciantes de contrabando, depois houve a baixa da produção do ouro, aonde se deu espaço aos produtos agrícolas  que vieram a alimentar a nova industria inglesa no século XVIII.
     Os ingleses, embora organizados em uma companhia para comércio com o Oriente desde 1599, não obtiveram o mesmo sucesso que os holandeses no Oceano Índico             
    Apesar das diversas companhias criadas para o comércio oriental, os franceses não conseguiram aí os mesmos sucessos dos holandeses e ingleses

    Os espanhóis, em 1504 e seus vários navios saem em busca das Índias, que obtém um claro crescimento, com movimento secular e crescente aonde não se exportavam mais ouro e sim metal-prata que foi seu substituto, a prata vinha do México e Peru, e boa parte desta prata foi absorvida pela economia da Índias, e a sua chegada para Europa diminui. 
    Os holandeses atacam os navios inimigos, se instalam em Pernambuco criando a Companhia das Índias Ocidentais, monopolizando se tornando absoluto, mas a um descontentamento, surgindo o comercio clandestino, surge a ata de 1634 que proclama a liberdade do comercio com exceções dos víveres, armas e munições ,as importações e exportações são as mesmas feitas no Brasil português
   Os franceses em 1703 por um tratado chamado de asiento conseguem o poder de participar do tráfico de negros, criando eles, novas, companhias, que desenvolveram vários outros comércios através de outras companhias, as esquadrias  transportavam grande números de gêneros de produtos diversos.
   A expansão seguiu de forma desenfreada, a maneira que foram sendo criadas várias companhia, na qual muitas foram sendo derrubadas e outras compradas por outras nações, muitos deixavam o contrabando funcionar livremente.
    A chegada da expansão agrícola, industrial, e cultural que veio da expansão marítima, e com ela vieram as diversas mãos de obras, entre elas foram as indígenas, as africanas e ate as mãos brancas foram tentativas de aplicar e acompanhar o crescimento comercial dos estados nações, esses países entraram em um período de grande concorrência e rivalidade, contato com terras e povos que eles não conheciam teve grande influencia sobre as mentalidade ,as artes e as ciências européias
    As colônias européias deveriam fazer comércio apenas com suas metrópoles. Era uma garantia de que poderiam estabelecer os preços mais vantajosos. Os europeus vendiam caro e compravam barato, obtendo ainda produtos não encontrados na Europa. Dentro deste contexto histórico ocorreu o ciclo econômico do açúcar no Brasil Colonial. Regra básica do pacto colonial — à colônia só era permitido produzir o que a metrópole não tinha condições de fazer. Por isso, a colônia não podia concorrer com a metrópole. A lógica do pacto colonial integra as idéias econômicas do Mercantilismo, sendo exemplificada pelas companhias de comércio exclusivistas criadas no século XVII, tais como a Companhia das Índias Ocidentais (Holanda) ou a Companhia do Maranhão (Portugal), trouxe o enfraquecimento da nobreza feudal e o fortalecimento da burguesia mercantil. Religiosamente a possibilidade de conversão dos pagãos ao cristianismo mediante a ação missionária da Igreja Católica, a cada conquista de território eram fincadas bandeiras com a cruz do cristianismo. Mas é importante lembrar que a ampliação do comércio só foi possível com o crescimento populacional, da vida urbana e de uma economia monetarizada, processo iniciado séculos antes.
      Embora, tenham na maior parte das ocasiões, apresentados resultados financeiros sem interesses, pouca durabilidade ou regularidade, as companhias responderam pela organização nacional dos esforços de colonização. Funcionaram como meio de atrair capitais receosos, de impedir a concorrência entre negociantes nacionais, de recompensar as empresas pioneiras na colonização (sempre mais delicadas, por definição). Nacionais, monopolistas, com forte apoio estatal, as companhias coloniais foram o instrumento típico de penetração dos domínios ibéricos pelos países “atrasados” na colonização ultramarina4

     
    
      Como a economia rural era decadente, a nobreza se apegava aos privilégios concedidos pelo Estado e, contraditoriamente, precisava cada vez mais de um Estado forte. Com o tempo, o contrabando tornou-se mais regular e confiável, ao mesmo tempo em que foi encontrando mais facilidade em burlar o exclusivo colonial. As autoridades espanholas buscaram exercer algum controle sobre esse comércio cedendo permissões e estabelecendo regulamentos a mercadores ingleses nas feiras de Vera Cruz e Cartagena, mas a
iniciativa não teve sucesso. O fluxo do contrabando era tal que a moeda corrente na Jamaica e na Martinica era o real de prata espanhol, de modo que a organização das flotas americanas tornou-se paulatinamente irrelevante. Mesmo a França proibiu que se levassem peças de ouro ou prata às colônias no Caribe �� embora vital para o abastecimento de escravos e gêneros de necessidade das ilhas, o comércio com os ingleses era largamente deficitário
         O desenvolvimento de novas formas de organização social fez com que a Igreja se apegasse ao Estado absoluto para tentar preservar seu monopólio sobre a educação e a cultura, elementos que se somaram ao interesse de expansão do cristianismo para outras regiões como continuidade do movimento cruzadista. Politicamente, o avanço administrativo trouxe a caída e a ascensão de impérios, a organização financeira, seja nas conquistas espanholas, nas portuguesas, francesas, inglesas ou holandesas criou-se um novo tipo social, a administração colonial descrito pela historia por diversos historiadores 

    “O próprio estado pode completar ou enriquecer os seus órgãos administrativos no domínio marítimo e colonial”(MAURO FREDERIC,PG.110)
 
      Houve uma ampliação do conhecimento humano sobre a geografia da Terra e uma verdadeira Revolução Comercial, a partir da unificação dos mercados europeus, asiáticos, africanos e americanos.
     A expansão européia deixou um achado para a historia, com desenvolvimento amplo, com o sincretismo em todas as áreas .




   Bibliografia  
   Frédéric Mauro, A expansão européia (1600-1870). São Paulo, Pioneira/EDUSP, 1980
   FALCON,Francisco.Mercantilismo e transição,1ªed,São Paulo:Editora Brasiliense,1981
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